Acervo
do Museu do Brinquedo
Museu
do Brinquedo da Ilha de Santa Catarina
“meta museu” do museu universitário “Oswaldo
Rodrigues Cabral”,
da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC
Este
núcleo nasce de uma parceria estabelecida com o Museu
do Brinquedo, por intermédio da Profa. Dra. Telma Anita
Piacentini. O Museu da UFSC tem sua origem datada de 1965, no Instituto
de Antropologia, e assume como missão:
Pesquisar,
produzir e sistematizar o conhecimento interdisciplinar sobre
populações pré-coloniais, coloniais, indígenas
e ações museológicas, visando à
ampla compreensão da realidade, a partir da região
na qual está inserido, refletindo criticamente sobre
a diversidade sociocultural.
Em
1968 inaugurou sua sede própria numa edificação
adaptada da antiga Fazenda “Assis Brasil”, integrado
ao campus atual. Sua existência pretende ser “uma
porta aberta à comunidade externa, convidando-a a vir até
a Universidade Federal de Santa Catarina para conhecer um pouco
mais de seu próprio passado e refletir sobre a sua identidade
cultural tão diversificada”, configurando-se como “ambiente
propício à pesquisa e de renovação do
ensino e da extensão”.

Boneco Boliviano,
foto de Rodrigo Ribeiro.

Casal Boliviano,
foto de Ariane Azambuja.

Casal da Guatemala, papel e tecido,
foto de Ariane Azambuja.

Boneca Rendeira
da Ilha, Tecido e Garrafa pet,
feito no Brasil, foto de Ariane Azambuja.
Boneca Catarinense,
tecido e porcelana,
feito no Brasil, foto de Rodrigo Ribeiro.
O
Museu do Brinquedo da Ilha de Santa Catarina foi idealizado
pela Profa. Dra. Telma Anita Piacentini, em setembro de 1999, como
um Projeto de Extensão Universitária. “O principal
mobilizador da criação do Museu do Brinquedo foi o Franklin
Cascaes, com a sua coleção de brincadeiras infantis”.
Atualmente, abriga um acervo constituído por 144 peças
oriundas das mais diversas regiões (Itália, México,
China, Canadá, Nova York, Peru, Indonésia, França,
Guatemala, Bolívia, Porto Rico, Nicarágua e Brasil):
brinquedos de madeira, cerâmica, porcelana, tecido e outros.
Há bonecas(os), marionetes, piões, ioiôs, bilboquês,
petecas e carrinhos – objetos catalogados e, em grande parte,
expostos na Biblioteca Universitária. As peças que não
estão em exposição ficam guardadas na reserva
técnica do Museu Universitário.
Com
relação ao Museu, Piacentini relata que:
O
mundo da infância, aqui, está sendo compartilhado,
e os brinquedos e os parceiros elaboram um mundo de sentimentos
e ações com novos significados sócio-afetivos.
(...) O ato pedagógico de “guardar”
brinquedos num lugar público e de fácil acesso possibilita
abrir o mundo infantil aos olhos das crianças e de adultos.
Se atentarmos para o que significa um mundo sem a presença
do brinquedo, podemos antever uma vida cinzenta e fria, sem a
cor da infância, destituída de alegria e de projetos
de felicidade e de calor humano (2005, p. 6).
Para
Piacentini:
Além
do registro da memória cultural de um povo e da preservação
de suas condições de vida através da guarda
adequada de objetos da infância, a presença
de um Museu com tais características proporciona, às
gerações atuais e futuras, a possibilidade de estudos
de identificação do universo pessoal e social da
existência humana (idem, p. 5 – grifo no original).
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. Veja também:
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