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Caixa de brinquedos

Desenhado por Casthalia


Atualizado em 25/fev/2011



Museu
1

Santos2 analisa que, historicamente, os museus eram espaços de reprodução de conhecimentos de diferentes áreas, com ênfase em coleções, cujo perfil era, prioritariamente, catalogador, expositor e conservador, repleto de regras. Para a autora, hoje não mais as coleções passam a ser base das ações museais, mas a prática social. O que mantém um museu vivo é a relação dinâmica com a sociedade, portanto, museus não são instituições permanentes, mas práticas sociais colocadas a serviço da sociedade e seu desenvolvimento.

Os museus e demais espaços de cultura são depositários da memória de um povo, encarregados pela preservação das obras produzidas pela humanidade, com suas histórias, com os meios próprios de que dispõe. Além disso, segundo Chagas3, os museus hoje têm vocação para investigar, documentar e comunicar-se. Trabalham permanentemente com o patrimônio cultural integral, ressaltando sua dimensão educativa, procurando, assim, desenvolver as identidades locais, regionais, nacionais e internacionais. São espaços de produção de conhecimento e oportunidades de lazer. Seus acervos e exposições favorecem a construção social da memória e a percepção crítica da sociedade. Reflexo da sociedade e sua estruturação, a função social mais premente de um museu é ser esse espaço de comunicação direta com a comunidade. Esta dinâmica faz do museu um espaço de diversidade sem, no entanto, jogar fora o velho, ou guardá-lo bolorento – mas debruçando-se criticamente sobre ele, fornecendo instrumentos para o diálogo permanente.

Chagas3 defende a idéia de campo museal, dando a conotação de arena, luta, jogo, disputa – espaço de confronto de diferentes sujeitos num processo contínuo que opera por redes e sistemas que dialogam permanentemente com outras redes, eliminando de vez a tentativa de modelo único, abrindo leque para a diversidade e a inseparabilidade entre cultura material e imaterial. Nesta perspectiva, sempre que se contextualiza os objetos, eles são, ao mesmo tempo, materiais (em sua visibilidade) e imateriais (sua história, seu uso, seu contexto).

1 Este texto é parte de LEITE, Maria Isabel. Crianças, velhos e Museu: memória e descoberta. In: PARK, Margareth; SIERO, Renata (orgs.). Cadernos Cedes. Capinas: UNICAMP, 2006.
2 SANTOS, M. C. M. Formação e capacitação de recursos humanos na Política Nacional de Museus. Palestra proferida no interior do I Fórum Nacional de Museus de SC, em 13 de junho de 2005, no CIC, Florianópolis(SC).
3 CHAGAS, M. Campo Museal: redes e sistemas. Palestra proferida no interior do I Fórun Nacional de Museus de SC, em 13 de junho de 2005, no CIC, Florianópolis(SC).

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